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Blog de adonadocafe
 


A arte de dizer não

Confesso que tenho síndrome de Madre Tereza de Calcutá. Não posso ver uns olhinhos pedintes que logo fico enternecida e tomo boa parte do meu tempo e energia resolvendo problemas que não são meus.

Confesso também que gosto. Gosto de ajudar, me preocupo e me ocupo genuinamente com as mazelas alheias.

Porém, chega uma hora que você percebe que tem que colocar filtro ... ou óculos... para obsevar e entender melhor os olhinhos pedintes. Para que você possa desenvolver a arte de dizer não.

Dizer não causa remorso, culpa, sensação de egoismo e um monte de coisa que a gente não gosta de sentir.

Mas ajudar sempre, dizer sim quando deveria dizer não, causa estafa, comodismo alheio e, no final, o que era uma ajuda vira uma responsabilidade.

Ajustei meus óculos da seguinte maneira: Me chateia, me toma muita energia e o outro poderia resolver por ele mesmo? digo não. Sério, to chegando a conclusão que a melhor ajuda que posso dar é situar o outro sobre o que ele tá me pedindo.

Sem falar que quando a gente ajuda demais, impede que o outro cresça por ele. Você não está sendo boazinha, está controlando a vida alheia.

 



Escrito por adonadocafe às 17h16
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malandro é malandro... ou o homem denorex

Carinha de anjo, fala mansa, maozinha leve que às vezes se perde na sua cintura... um do estilo viveremos muitas aventuras juntos, o outro derretendo-se em carinhos, mensagens e promessas.

Observando melhor, os dois me cheiram a homem denorex... aqueles que parecem, mas não são.

Um, de olhos carinhosos... que se desviam para olhar a moça da saia ao lado

Outro de gestos carinhosos... com voce e muitas outras "amigas".

Tem homem que é assim. Não dá pinta no começo, mas é só observar para ver que é malandro.

 

 

 

 

 



Escrito por adonadocafe às 13h49
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As palhaçadas da vida

 

Há um tempo acompanho e cada vez mais adoro o Blog Homem é Tudo Palhaço de uma turma de jornalistas cariocas. O blog é demais e é de chorar de rir (e as vezes de raiva) das histórias.

Entra lá e confere:

http://www.tudopalhaco.blogspot.com/

 

Ontem fiz uma maratona de leitura das postagens do blog e tive alguns pensamentos. O mais óbvio é que homem é tudo palhaço mesmo... mas as histórias contadas mostravam tambem o quanto que nós, mulheres, muitas vezes pedimos para fazer parte do espetáculo... e ai fiquei refletindo as minhas situações pessoais onde tomei torta na cara... e ai resolvi fazer esse conto:

A ASSISTENTE DE PALHAÇO.

 

Quando eu era criança e ia ao circo, ficava morrendo de vontade do palhaço me chamar para ser sua assistente. Nem a possibilidade de tomar uma torta na cara me tirava o desejo de estar lá no picadeiro.. e lá ia eu levantar o dedinho freneticamente quando o palhaço pedia:

- Preciso de um assistente! Quem quer ser assistente do palhaço???? (EU!!!! EU!!! EU!!!! gritava!)

Não sei se foi frustração de infância (o palhaço nunca me chamou snif snif) mas agora, com a idade de Cristo, de vez em quando me vejo levantar o dedinho para ser assistente de palhaço, só que em picadeiros menos lúdicos.

Amigo palhaço pede: preciso de assistente para fazer o número "vou te humilhar na frente de todos!" (olha o meu dedinho levantado)

Palhaço chefe pede: preciso de um assistente para escrever um artigo que eu vou assinar e levar o crédito (EU! EU! EU!)

Palhaço ficante pede: quem quer participar do manjado número "to tentando esquecer a ex- namorada!" (Vamboraaaa!)

Palhaço galinha quer fazer uma legião de seguidoras? Você vai ao espetáculo de estréia, ao bis e ainda se presta ao papel de coadjuvante de palhaço em espetáculo circense de quinta categoria.

E dá-lhe torta na cara!!!!

Bem, quem não quer ser assistente de palhaço, não vai ao circo... em muitos casos é a mais pura verdade. Você sabe que a situação tem cheiro de merda, tem cara de merda, mas não sossega enquanto não enfia o nariz lá para ver que é merda mesmo.

E dá-lhe torta de merda na cara!!!

Já em outras situações, o circo vem delivery para você, quando menos percebe o picadeiro é dentro da sua casa, do seu círculo de amizades, do seu trabalho... e, como toda assistente de circo quase profissional, é claro que quando você só se toca quando acende as luzes e já está com a roupinha de assistente.

Respeitável público!!! venho aqui informar que cansei dos meus dias de lona!

Agora é assim. Vi o Circo armar? To me retirando da platéia!

Armou o Circo comigo no meio? Chuto a pilastra e derrubo a lona.

E se, mesmo assim, ainda ganhar torta na cara, o circo vai virar barraco.



Escrito por adonadocafe às 13h35
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mente quieta, espinha ereta e o coração tranquilo...

Desde a infância, fui "programada" para resolver coisas.  Não me faltou o carinho e incentivo dos meus pais, mas esses sempre foram canalisados para que eu mesma resolvesse os meus problemas. Me lembro que, na primeira vez que fui à escola, minha mãe foi comigo muito atenta em me ensinar o caminho de ida e volta porque, já no dia seguinte, eu iria sozinha mesmo. E assim foi a vida toda: aprendi a cozinhar aos 10, a trabalhar aos 14, fui morar fora de casa aos 22.

Acredito que essa "educação para a autonomia" foi muito libertadora para mim. Me ensinou desde cedo a sonhar e correr atrás dos meus sonhos, em medo de ser feliz. Isso, aliado aos astros (sou áries com ascendente em leão - fogo com fogo) e o desejo de ajudar a construir um mundo melhor me propiciou viver uma quantidade de experiências que me realizam como pessoa e me faz ser muito feliz.

Porém, como "cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é" percebo que me faltou  um olhar sobre o outro. Quando se sabe o caminho que quer ir e não quer trilhá-lo sozinho você tem algumas alternativas:   você convence o outro a ir também,  você espera o outro querer ir, ou você negocia o tempo e as condições da jornada.

Hoje vejo que durante muito tempo passei convencendo os outros a seguir os meus caminhos e do quanto isso acaba criando expectativas (suas e alheias) que você não pode suprir. .. porque nem sempre os meus caminhos são tão bons para os outros e porque quando toda a iniciativa é sua não sobra espaço para ninguém. E como é dificil ver o outro voltar para trás e te dizer adeus.

Dessa forma, estou me despedindo do lema "quem sabe faz a hora não espera acontecer" para adotar no lugar o "mente quieta, espinha ereta e coração tranquilo"

Mente quieta: para dar espaço para perceber e ouvir o outro

Espinha ereta: para não me anular aos desejos do outro

e o coração tranquilo: de poder dividir as escolhas. 

 

 

 

 



Escrito por adonadocafe às 16h04
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Para o mundo que eu quero descer !

 



Escrito por adonadocafe às 19h06
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A dona do Café

Como é a minha primeira postagem aqui, vou apresentar o café que eu sou dona. 

Depois 6 anos dividindo um ap. de 30m2 com outras 3 pessoas a grana melhorou e lá fui eu procurar um lugar para morar. Como toda boa interiorana, queria morar em uma casa, daquelas com bastante quintal para que pudesse cultivar minhas plantas e arrumar um cachorro.

Casa encontrada, jardim cultivado.. só faltava o cachorro que,  sob muita chantagem emocional com meu companheiro na época, apareceu para mim através de um site do tipo "adote um focinho carente".

O focinho carente em questão recebeu o nome de café-com-leite... e era a coisa mais bonitinha do mundo... nas primeiras horas.

Na primeira semana ele destruiu a casa e o jardim . .. na segunda ele roeu roupas e sapatos... na terceira semana matou seu primeiro passarinho. A partir daí cheguei a conclusão que as alegrias do meu cachorro eram inversamente proporcionais as minhas.

O Café foi crescendo e descobrindo novas formas de diversão insana: matar gatos, comer marimbondos, pular as cercas, subir no telhado, hostilizar o carteiro, trazer o lixo da vizinha para dentro de casa, passar dias e dias com o nariz na fossa etc.

O auge das suas aventuras foi no dia que  escapou pelo portão e matou um gato em menos de um minuto. Era meia noite e eu estava saindo para uma festa... fazer o quê com o gato? Tirei o salto e fui enterrar o dito-cujo no fundo do quintal. Como não havia luz, peguei umas velas e comecei a cavar o buraco... dai me dei conta da situação: meia noite e eu, à luz de velas, enterrando um gato preto embaixo da goiabeira.

Bem ou mal, a mandinga deu certo. O Café ficou bem mais tranquilo desde então e, embora ainda apronte das suas, é um companheirão de passeios pelo bairro e bodinho no sofá...

Um das grandes qualidades do meu cachorro é que ele nunca se engana com as pessoas. Só faz festinha para quem gosta de verdade e é um termômetro do caráter das pessoas desconhecidas: se o Café não gostou, pode ter certeza que não é boa coisa.

Por causa de suas aventuras ele é um cachorro bastante conhecido na vizinhança... e seu virei simplesmente a dona do Café. Com o tempo passei a gostar e assumi de vez a alcunha, tanto que quando uma vizinha nova me pergunta quem eu sou repondo da lata: eu sou a dona do Café

Ahhhh! há quatro anos, sou também a dona da Mafalda, mas essa dai é um anjo de cachorra e a vizinhança não conhece.

 

 

 



Escrito por adonadocafe às 17h22
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